PR é estratégia fundamental para o planejamento de mídia.

 

Conteúdo de qualidade tem exercido papel fundamental na estratégia de contar a história de uma marca, aproximando públicos a consumir experiências, mais do que produtos. Nesse contexto, a prática de Relações Públicas vai ganhar cada vez mais espaço no ambiente estratégico dos anunciantes, colaborando com ideias capazes de gerar aderência nos consumidores, por meio de táticas que visem a divulgação e reputação das marcas (e seus propósitos). A reportagem da revista PropMark, de ontem, valida essa virada de página, nos exercícios das agências da nova Era, o que chamamos de PR 3.0. 

(Leia a matéria de Paulo Macedo na íntegra aqui).

Nos Estados Unidos, esse expediente já é recorrente. A construção da marca Apple passou pelo PR. Steve Jobs, o homem que comeu a maçã nos tempos modernos, tinha plena confiança nas instruções de Regis McKenna, lendário profissional de PR norte-americano. Até hoje, a Apple contabiliza os benefícios estratégicos dessa opção com as suas coletivas descoladas e as enormes filas quando lança ou dá upgrade no seu portfólio.

Apesar de ser uma disciplina com muita tradição no universo da comunicação, o mercado brasileiro está apenas começando a utilizar essa ferramenta de forma holística. Os processos se resumiam aos protocolos de relacionamento, gestão de crise e, principalmente, à assessoria de imprensa. Mas, aos poucos, as agências perceberam a necessidade de oferecer a inclusão de novos repertórios para seus clientes.

O PR tradicional congrega o relacionamento oficial entre marcas, mas vai além disso. A disciplina pressupõe criar conexões verdadeiras, dando significado às percepções, calculando riscos e alcances. Exatamente por isso, grandes marcas  têm abraçado causas que tenham relevância com o seu público, para criar empatia. Esse viés chave do PR tem se desmembrado sob vários aspectos da empresa e pode ser percebido na sua relação com colaboradores, no serviço de call center, nas relações com fornecedores, governo etc.

Hoje, qualquer informação pode ser validada em milésimos de segundos, por isso, mais do que nunca, visão de PR torna-se indispensável. A disciplina faz o papel de guardião das marcas, pensando na relação de troca a longo prazo, fato que sentencia a nobre prática chamada relacionamento. 

O jornalista, como formador de opinião nato, entende antecipadamente o comportamento do mercado e os novos hábitos do consumidor. Os profissionais antenados da área percebem essa transição nos hábitos de consumo e por isso, atendem ao PR aliado a uma experiência de ativação de marca on e off, para gerar grandes histórias e experiências para os consumidores.

Nosso benchmark é quase sempre é associado à assessoria de imprensa. Mas hoje, construir a reputação significa ir muito além do press release. Cada vez mais faz sentido a agência entregar resultado para o negócio e, para isso, o success fee tem ajudado a estabelecer metas claras. Dentro das empresas, falta quebrar o muro que ainda existe entre as áreas de marketing e comunicação. Porém, essa divisão não existe mais.

A vocação original do PR é justamente essa: criar conexões entre pessoas e organizações por meio do diálogo. Esse diálogo ganhou superpoderes com o surgimento das mídias digitais e das redes sociais, que mudaram toda a dinâmica da nossa atividade. O PR evoluiu hoje para um modelo integrado de comunicação.

Aqui na Porta-Voz trabalhamos com a abordagem de Inbound PR: aplicamos um plano de distribuição integrado de mídia espontânea, paga e própria. Os canais próprios, externos e terceiros precisam de discursos coerentes. Logo, nosso papel é criar sinergia e energia para que esses canais fluam e sejam replicados, conforme a autoridade que construímos.

Para Meg Guida, fundadora e sócia executiva da Porta-Voz comunicação “o principal desafio dos profissionais da área é ajustar reportes qualitativos e quantitativos, alinhados aos objetivos de negócio, por meio do Big Data, que já é uma realidade. O PR deve planejar as ações em cima disso. É preciso entender como o seu interlocutor pensa e reage, considerando que essa regra pivota constantemente”, conclui.